
"Ninguém mais quer ser da turma dos mocinhos, por quê? O pessoal do bem anda precisando urgentemente de uma boa assessoria de Marketing."
Esse trecho da excelente autora Martha Medeiros me pegou desprevenida e me fez parar para pensar. Ela tem razão o "Bem" esta precisando mesmo de uma forcinha. Estranho como ser do "Mal" parece estar na moda agora. Não sei se as pessoas baseadas no ditado popular de que "bonzinhos só se ferram", estão indo para o outro extremo.
Até nas novelas e filmes os vilões estão mais lights. Antes eles eram completamente vilões, agora mostram-se como pessoas que oscilam entre os extremos, mas que na maioria das vezes opitam pelo lado da maldade para ter seus objetivos cumpridos. Concordo que assim eles ficam mais reais e não tão parecidos com uma madrastra de contos de fadas. Todas as pessoas tem o seu lado "bom" e o seu lado "mal". A agressividade, por exemplo, estará sempre em todos nós. As diferenças entre as pessoas são as escolhas feitas por qual lado direcionar a vida.
Devo confessar que no último filme do Batman me peguei torcendo pelo Coringa. E não pelo mesmo motivo da crítica do cinema sobre o bom trabalho do ator. Simplesmente porquê eu achei ele mais engraçado, mais leve que o, defensor do bem, Batman que passa o filme todo em crise existencial.
Em uma sociedade que mostra vilões cômicos, com dinheiro e felizes e mocinhos em eterna crise existencial, amargando em dúvidas. Não fica difícil entender a predileção pelos malvadinhos, não é?
Pessoal de Marketing do "Bem", arranca essa cara de sofrimento dos bonzinhos! Eles tem dúvidas, tem crises, porque eles pensam e pensar dói mesmo. Mas eles também amam, dão risadas, vão no bar com os amigos, ganham dinheiro, têm sucesso. Por que a vida dos bonzinhos não pode ser leve e feliz?
E volto a dizer, todo mundo tem os dois lados dentro de si, ninguém precisa ser santo, ok?



