sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Piscando Sem Querer


É incrível como nada parece mudar de um dia para o outro. Mas, de repente com um piscar de olhos, tudo parece tão diferente.


O preço a pagar pela nossa verdadeira essência parece alto. E é alto mesmo, o real auto-conhecimento já é complicado. Agir de acordo com o que realmente acontece dentro da gente é no mínimo cem vezes mais difícil  Reconhecer sentimentos é um processo que pode levar muito tempo para ser elaborado. Ser verdadeiro consigo mesmo. Sabe aquela coisa de agir conforme o que acreditamos? Na teoria parece fácil, na prática não é. Pelo menos, pra mim.

Alguns momentos da vida são delicados, pois agir dentro da nossa verdadeira essência, pode deixar determinadas relações sendo frágeis e espinhosas de manter.

Me dói saber que  pessoas na minha vida que tem um valor inestimável, mas que por estarem vivenciando momentos tão diferentes do meu, não podem estar tão perto como eu gostaria. E o que mais dói é saber que esse afastamento parte de mim. Do meu momento e do que eu acredito como o caminho a ser tomado.  Às vezes precisamos tomar caminhos opostos ao de pessoas que estimamos muito. E não tem como isso não doer.

Há pouco tempo li um texto que falava exatamente isso: “Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom.  Aliás, a vida é assim: arde e depois passa. Que pena.”

Sendo assim, prefiro deixar a vida arder e passar, pois com isso muita coisa muda e troca de lugar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

No divã


Estava conversando com minha analista e ela diz: “me parece que você está procurando algo que não te dê muito trabalho”. Sim!!! É exatamente isso! Não é pedir muito.
Só quero pessoas que me tragam um pouco de paz.Turbulências, confusões e dúvidas a vida sempre dá um jeitinho de trazer sem nem mesmo a gente procurar. Agora por quê, em sã consciência vou procurar algo que me provoca exatamente isso? Sinto muito, mas passo... Se não for pra deixar a vida mais gostosa, mais leve... Nem apareça para querer tumultuar. O máximo que vai conseguir é esse textinho raivoso. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

No meu tempo



Confesso que estou passando por uma fase sem paciência. E com acontecimentos não tão agradáveis surgindo...
E confesso também que me senti extremamente invadida, quando uma pessoa vendo o meu péssimo humor disse que não deveria me sentir assim, que em breve tudo irá melhorar, que devemos pensar positivamente...
Quer dizer que agora não posso nem ficar mal-humorada?
Sim, eu sei que tudo em breve irá melhorar. Mas agora não está legal, agora está doendo e muito e não faço questão nenhuma em esconder minhas dores. E também não faço questão de que elas desapareçam rapidinho. Simplesmente pelo fato de que sou cuidadosa, sei bem o que deixo se aproximar de mim ao ponto de machucar. Se algo ou alguém se aproxima é por que eu deixei e assumi o risco de um dia sentir essa dor. Então, se estiver doendo é algo válido. Mostra que ainda bate alguma coisa aqui dentro.
Não entendo essa busca pela eterna felicidade. Nunca entendi. 

Sim, eu estou triste. Se não quiser ser apenas um ombro amigo só pra escutar meus lamentos, é só não aparecer. Só não me peça para não sofrer.


De dentro da Redoma


Como psicóloga aprendi que cada um tem uma forma única de ver, sentir e entender o mundo. No entanto, existe uma determinada maneira que me causa muita intriga. É a maneira que eu denominei de “redoma de vidro”.


A pessoa vive dentro de uma redoma, protegida pelo vidro de inúmeras ilusões e fantasias. E de dentro da redoma todo mundo é legal, tem bom caráter  boa índole... Fala sério! Esse nível de repressão me irrita. Principalmente, quando querem que eu passe a ver o mundo dessa mesma forma. Querida, isso não é realidade.
Sendo assim, não vou obrigar ou sair por aí pregando para que as pessoas vejam o mundo da minha maneira. Então, por favor, te peço encarecidamente não tente fazer isso comigo. Vamos respeitar as diferenças e voltar a boa convivência.
Sabe qual o maior problema da redoma do meu ponto de vista? Além de permitir uma visão restrita e nublada. É que ela não permite que o externo te toque, te modifique. Com certeza em determinados momentos ele poderá machucar. Mas, e o crescimento? E o desabrochar da flor para que ela não fique estática?
Para que algumas coisas aconteçam é preciso coragem para quebrar o vidro. Ou então a vida será sempre perfeita, porém nunca real.


Ps.:Antes do término deste texto, a redoma quebrou e a flor se libertou, voltou a ver o mundo.

domingo, 8 de abril de 2012

Sem mais

Ando descrente dos relacionamentos, parece que homens e mulheres desistiram de tentar se relacionar de uma maneira respeitosa. Parece ser algo quase antiquado. Tudo está tão acessível e tão fácil que procurar ter um relacionamento sério parece quase admitir que você tem uma doença! E contagiosa, perigosíssima.

Ultimamente  tenho a impressão de que todos estão dançando uma música que só eu não sei dançar. Sabe quando você começa a dançar uma música que já esta tocando e demora um tempo pra pegar o ritmo? Então, é exatamente esta a minha sensação no que se refere aos encontros amorosos de hoje em dia. Por encontro amoroso quero dizer tudo que não seja um relacionamento sério, ok?!

Não sei muito bem como essa maneira “moderna” entra no meu ritmo de vida. E quer saber? Nem quero este tipo de relacionamento superficial, de que em qualquer dificuldade é mais facil separar do que tentar encontrar uma solução juntos.

Pensa comigo neste cenário, um casal está junto há dois meses e já começaram a perceber os obstáculos ou os defeitos da pessoa. Aí pesou! Dividir a cama no primeiro dia tudo bem, mas imagina dividir que teve um dia complicado no trabalho? Pronto, já é demais. Vai falar que não parece familiar?

Afinal, a quantidade de pessoas disponíveis e razoavelmente atraentes, com papos interessantes de vidas que acabamos de conhecer (certamente floreadas com a intenção de impressionar), parece ser um caminho bem mais simples do que ter que lidar com o fato de que ele esta trabalhando muito e sem tempo pra você, ou que ela tem períodos de TPM terríveis, não é mesmo?

Com tudo isso tão livre, tão fácil, quem em sã consciência escolheria as amarras de um relacionamento verdadeiro?

Eu! E escolho fácil. Minha ideia de relacionamento é bem mais que isso.

Prefiro que só uma pessoa goste de mim por inteiro com todos os meus defeitos e qualidades, com todos os meus erros e acertos. Do que vários que gostem apenas de uma pequena porção (aquela que é agradável, claro!). Que gostem apenas daquela máscara (que não vou mentir é bem gostosa de colocar, principalmente de sábado à noite), mas que convenhamos não é verdadeira.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Temperando a Vida



Sempre acreditei em correr riscos, em tentativas. Mas principalmente acredito em descobertas. Sem medos e sem receios.

Claro, para tomar o caminho das descobertas, é preciso estar ciente que tropeços, erros e curvas erradas certamente aparecerão. No entanto, os erros são, de certa forma, o tempero dos acertos. Aquilo que dá o diferencial capaz de mostrar o “quão” especial um acerto é. O quanto ele significa. Quem se permite errar se permite muito mais que isso, abre as portas para novos desafios e adquire experiência. Enquanto mais da metade do mundo vive com medo de viver, existem pessoas que enfrentam ou pelo menos tentam. E se não deu? Hora de mudar a estratégia!

Por isso tiro meu chapéu para quem troca o curso da faculdade, pra quem depois de trocar resolve voltar para o curso de início. Para quem termina namoro de anos e também para quem é solteiro(a) convicto(a) e muda a opinião ao conhecer a pessoa certa. 

Pessoas que sabem que mudar de opinião não é mudar a sua essência, apenas significa admitir que outras pessoas, oportunidades, lugares e coisas irão sempre nos acrescentar, nos fazer evoluir . Sem pré-conceitos.  Literalmente  pessoas com mente aberta!

Pessoas como estas sabem do que eu estou falando, sabem o sabor do “tempero”. Normalmente estão cientes do poder das suas escolhas.

Caso você não saiba do que estou falando, sugiro a temperar mais sua vida!