quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Alê era uma criança feliz. Isso mesmo ele era, no passado. Voltando da escola em uma tarde de terça chuvosa ele encontrou uma feiticeira na rua. Que lhe pediu dinheiro para comprar pão, Alê sempre foi uma pessoa bondosa e preocupada com os outros entregou o dinheiro para a mulher, lhe deu até mais do que ela havia pedido. A feiticeira ficou extremamente feliz e lhe jogou um feitiço. Disse que na manhã seguinte ele iria acordar e ter uma surpresa...

No dia seguinte ele acordou e não conseguiu mais escutar as pessoas. Ele deu bom-dia aos pais que não responderam, pensou que eles haviam acordado de mau humor. Quando conversou com seus coleguinhas de sala, perguntou como eles estavam, mas ninguém respondeu. Levou bronca de professora, ele não a escutou chamando seu nome na chamada.

Alê ficou encucado, as pessoas pareciam lhe ignorar, pareciam não perceber que ele estava falando. Era como se não o escutassem. Foi então que percebeu, foi então que ele se escutou. E notou que também não entedia uma palavra do que as pessoas lhe diziam. Ele e o resto do mundo haviam acordado falando línguas diferentes.

Enquanto dormia algo em seu íntimo mudou profundamente que o fez acordar falando uma língua totalmente desconhecida da maioria das pessoas. E isso lhe causou uma angústia tremenda, ele não tinha como se comunicar. Não conseguia passar para o mundo quais eram as suas vontades e preocupações. Não tinha com quem dividir suas alegrais e tristezas.

Com um tempo ele novamente acostumou seus ouvidos aquela língua que antes lhe era tão familiar, mas nunca mais ouviu da mesma forma, agora seus ouvidos já conheciam uma nova forma de escutar. E não tinha como fugir disso. Ele só esperava encontrar alguém que falasse a mesma língua que ele. Alguém que compreendesse essa nova maneira de se expressar e pensar.

The missing piece


“Desde criança ela sempre gostou de brincar de quebra cabeça. Montar uma grande estrutura de pequenas partes era algo intrigante e fabuloso para ela. Agora consegue transpor essa analogia para vida e procura a peça que está faltando no quebra-cabeça da vida.”


Hoje sai com uma amiga minha, fui acompanhá-la em um show. Era aquela cena típica de sonzinho universitário amador. Os sons de guitarra, baixo e bateria mais altos do que a voz do cantor. Percebi-me fazendo um esforço para entender as palavras melódicas com aquela voz de final da adolescência. Várias pessoas ao redor, um público até razoável, eu diria. Todos eram amigos ou conhecidos de algum dos meninos da banda. Os pais corujas estavam presentes também. Comecei a perceber que para mim algo estava faltando naquela cena. Como uma pequena peça de quebra-cabeças perdida em um montante de 2000 peças. Procurei, olhei ao redor, encarei pessoas. E então me dei conta. É você. É você que esta fazendo falta na cena, é você a peça de quebra cabeça perdido. Onde raios você se meteu que depois de tantos anos da minha existência ainda não te encontrei?

Enquanto a banda toca a musica ao fundo começo agradecer pela voz do cantor ser tão indecifrável junto aos sons, assim fica mais fácil me perder em meus devaneios. Fico pensando... Poxa vida, será que já te encontrei e não percebi? Será que já nos esbarramos por aí? Eu já te confundi com algumas pessoas, eu sei, isso é fato! Será que você está aqui do meu lado e eu não estou reparando? Olho ao meu redor... Não, definitivamente você não está aqui ao meu lado. Será que você esta morando em um país distante e depois vai voltar pra me encontrar? Ou sou eu que vou te buscar? Em algum lugar você tem que estar.

Quer saber de uma coisa? Vou confessar... Estou me preparando para te encontrar. Por mais que não tenha encontrado a peça do quebra cabeças que está faltando, estou arrumando todo o resto. Na hora que encontrar a tão esperada peça, que seja só ela a falta que esta me consumindo. Tudo será ajeitado, tudo estará pronto. Mas para isso é preciso de tempo, é preciso arrumar a bagunça de peças, é preciso colocar tudo em seu devido lugar. E só então colocar a peça que estava faltando, pois ao contrário ela será só mais uma peça perdida em uma multidão de peças sem sentido.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Qual caminho?



Muitas vezes é difícil saber que caminho seguir. Estamos acostumados a pensar em 8 ou 80, ou é certo ou é errado. Bom, particularmente, não acredito muito nessa coisa de extremos. Para mim quanto mais equilibrado melhor.

Por exemplo: acredito de verdade na idéia de que não devemos fazer com o outro aquilo que não queríamos que fizessem com a gente. 8 ou 80. Mas se ficarmos totalmente apegados a essa idéia e a cada passo que formos dar pensar na forma que ele afeta as pessoas ao nosso redor; simplesmente ficaremos parados e a mercê dos planos de vida de alguém.

É claro que não estou falando que devemos sair como tratores e passando por cima de tudo e todos para conseguir o que queremos. 8 ou 80. É preciso saber balancear, é preciso saber manejar. E para tudo isso tomar forma demora um tempo. Só porque você percebe que tem algo de errado na sua vida, você não acorda no dia seguinte mudado. Mudanças, e principalmente as significativas, levam um tempo até se moldarem a nós. É preciso muita humildade para ver os nossos pontos a melhorar, já que encarar os nossos defeitos é muito dolorido. E nem sempre queremos ver aquela mancha que temos.

Uma amiga minha se encontrava em um dilema. Fazer com uma pessoa algo que ela não gostaria que fizessem com ela, ou fazer algo que ela estava com muita vontade? Consciência e valores gritando de um lado, mas a vontade e aquela cocerinha no fundo do peito gritando com muita força do outro. Empatia, ô coisa difícil. Não me imagino viver sem ela, mas tem dia, juro que queria ñ ter. Queria ser do tipo de pessoa que ñ pensa nos sentimentos alheios. Mas não sou assim, e amiga você também não é. Não conseguimos não pensar no outro.

Então aparece o dilema, o que fazer? Ouvir a Madre Teresa ou ouvir a Priscila Pires. Daí vem a minha pergunta, por que tem que ser uma ou outra? Não pode ser um meio termo? Que tal se sairmos dessa posição idealizada por nós e passarmos a viver como simples seres humanos? Que acertam, mas que também erram de vez em quando?

Acho que no final o que importa mesmo é conseguir colocar a cabeça no travesseiro e dormir legal.

Com o tempo passamos a nos perceber mais, já aconteceu comigo de condenar algo durante muito tempo e então pagar a língua e fazer o mesmo. Muitas vezes temos concepções muito intensas em nossas vidas, mas que com o passar dos anos vão pedindo uma revisitada, uma atualizada.


Se tivermos coragem podemos mudar essas concepções, não precisamos ficar prisioneiros de algo que já foi dado como certeza para o resto da vida. As pessoas mudam e as circunstâncias também, talvez o que fez muito sentido para você um dia pode não fazer tanto sentido em outro. O que é importante é ter a coragem e humildade de perceber isso e então mudar. A mesma ousadia é necessária para perceber quando a mudança não foi tão legal assim.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Homens, Mulheres e Paraíso


Já há algum tempo estou ouvindo muitas pessoas comentarem sobre a novela Paraíso, eu que nunca fui de assistir novela, ficava escutando as conversas. O que eu entendo é que eles vivem em uma cidade no interior de não sei qual estado, e toda a trama se passa em volta de um casal, a santinha e o filho do demônio. Confesso que essa estranha combinação já me despertou certo interesse, mas não tão forte a ponto de assistir.
Até que ontem chegou o dia, fui assistir a bendita novela. E entendi o porquê tanto alvoroço. Quem ñ quer uma santinha na vida? E quem não quer ter aquele filho do demo? (credo que frase esquisita, mas ñ sei o nome dos personagens e mtooo menos dos atores).
Mas enfim, fiquei pensando na novela depois. E o porquê de despertar tanto interesse nos homens e nas mulheres que a acompanham (Sim! Homens! Por incrível que pareça são eles que eu mais tenho escutado falando da novela).
Não sei não... para mim a santinha seria o ideal de mulher que eles procuram. Com valores morais, de família, mais recatada, determinada, forte e blá, blá, blá. A cada dia que passa as mulheres estão mais longe dessa “santinha”. Em meio a sua busca por um lugar elas tentam fugir de serem lideradas pelos homens e passam a se comportar como eles. As mulheres acabam tendo muita atitude e isso parece que esta assustando os homens. Pois dá a impressão de que eles são dispensáveis. E convenhamos ninguém gosta de se sentir como algo dispensável (e isso vale para os dois lados).
Já na contramão tem o tal filho do demo. Que também seria o ideal. Ou vocês conhecem alguma mulher que não gostaria de ter uma serenata (ñ precisa ser na porta do convento), alguém que grite com toda a força eu te amo para quem quiser ouvir, alguém que confia tanto no amor que sente, alguém que não tem receio de ter atitude? E aí meninas, conhecem algum assim?
Para mim o que resume o casal e que é mais bonito, é algo bem difícil de encontrar hoje em dia: caráter. Os personagens têm algo que nos passa confiança. Você já reparou que se afasta das pessoas que não confia? Afastamos-nos por medo delas, pois elas representam uma constante ameaça a nós. É o famoso pé atrás.
A coisa esta feia para os dois lados, homens sem atitude e mulheres com atitude demais. E a maioria esqueceu de passar na filinha do caráter antes de nascer. Ou então a vida esta tão difícil que acabaram se esquecendo ou se afastando dele. Às vezes a gente se afasta mesmo da nossa essência por conta de alguns momentos complicados da nossa vida.
E assim vai... homens e mulheres se desencontrando, querendo coisas tão diferentes mas no fundo tão parecidas. No fundo todo mundo quer se sentir amado, valorizado, porque essas coisas, junto com inúmeras outras, nos completam.

Acho que se você quer algo parecido com esse casal, então pare para pensar e se avalie. Você esta merecendo um desses em sua vida?

sábado, 1 de agosto de 2009

Filosofia do Sucesso - Napoleon Hill

Se você pensa que é um derrotado,você será derrotado.
Se não pensar “quero a qualquer custo!”
Não conseguirá nada.
Mesmo que você queira vencer,
mas pensa que não vai conseguir,
a vitória não sorrirá para você.

Se você fizer as coisas pela metade,
você será fracassado.
Nós descobrimos neste mundo
que o sucesso começa pela intenção da gente
e tudo se determina pelo nosso espírito.

Se você pensa que é um malogrado,
você se torna como tal.
Se almeja atingir uma posição mais elevada,
deve, antes de obter a vitória,
dotar-se da convicção de que
conseguirá infalivelmente.

A luta pela vida nem sempre é vantajosa
aos fortes nem aos espertos.
Mais cedo ou mais tarde, quem cativa a vitória
é aquele que crê plenamente
Eu conseguirei!

Depois de ler isso, alguém aí ainda esta precisando de um empurrãozinho de motivação? Impossível! Rsrs.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Relacionamentos

Já teve a sensação de estar no lugar certo na hora certa?
De total sintonia com a sua vida?
Pois eu tenho percebido bastante esse sentimento ultimamente.
Em vários momentos, enquanto trabalho, enquanto estudo, enquanto estou em família...
Até quando eu supostamente não deveria estar em um lugar, acontece algo que me mostra que eu deveria estar ali.

Perder algo que julgamos querer muito é extremamente doloroso. Doí mesmo parar de encontrar uma pessoa que a gente gosta. Dói... Mas passa. Como que passa??? Ta aí uma coisa que eu não sei, ñ existe formula.
Às vezes gostamos tanto, tanto, tanto de estar com uma pessoa que não percebemos o quanto ela afeta nossa vida de uma maneira negativa. Pode ser que a pessoa nem esteja nos machucando por querer, pode ser que ela nem perceba que esta nos machucando. Mas a medida que um comentário bobo vira uma tempestade em copo d`água, tem algo errado. Alguns relacionamentos são assim. Vivem de tempestades em tempestades, que não tem importância alguma e também sem finalidade alguma além de desgastar a relação.
Relacionamentos são para nos fazer evoluir, para aprender, para compartilhar momentos (os bons e os ruins). Para saber que independente do que aconteça tem uma pessoa que gosta da gente. Para dar risada juntos. Tem que estar em sintonia, tem que ter a vontade de estar perto. Tem que ser algo que nos complete. Mas se está pesado, se está forçado... Então alguma coisa não esta indo como deveria ser.
Se o nosso relacionamento tem a maneira constante de nos deixar sempre pra baixo, sempre com o sentimento de menos valia. Então temos que parar pra pensar URGENTE. A pessoa pode até “gostar” mesmo de você amiga. E você pode ate gostar mesmo dela. Mas, calma aí será que não esta na hora de parar pra pensar o tanto que isto esta te consumindo? Tenho certeza que você fica a maior parte do tempo pensando nisso, pensando em uma maneira de fazer vocês darem certo. Tenho certeza que quando você faz isso sente um aperto enorme e o sentimento de estar à beira de um precipício é sufocante. Mas calma... Não se desespere... Não se esqueça que independente da sua relação dar certo ou não o importante é fazer a sua vida dar certo. O importante é cuidar dos filhos, da família, das finanças, dos estudos. Se motive amiga, pare para pensar e retome seus sonhos. Pense em tudo o que fez para chegar até onde chegou. Você pode sentir que esta no meio da travessia de um rio tentando chegar até a margem e esta com sensação de que não sabe nadar e que irá se afogar.... mas não esqueça... se você esta no meio do rio é porque já nadou metade do caminho e agora esta tão aflita que se esqueceu como se faz. O potencial está na gente. O que falta para a maioria de nós é focar toda a energia que temos em busca de nossos ideais. MAS IDEAIS de verdade, de futuro profissional e pessoal... nada desses ideais transviados de ter alguém a qualquer custo. Se você gosta muuuuuuito de uma pessoa e não esta dando certo, talvez esteja na hora de parar para pensar se ela gosta da mesma forma de você e então assumir, bancar a sua percepção. Porque estar andando e avistar um poste, mas fechar os olhos não quer dizer que ele sumiu e que você não vai dar de cara com ele.

Heiiiiii calma... Não estou dando conselhos a ninguém... Não estou dando diretrizes a ninguém e muito menos estou falando que todos esses sentimentos estão longe de mim... Aprendi que nada é mais tocante do que falar algo que já passamos e já sentimos. Não se preocupem, às vezes o texto é mais para mim do que para vocês.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O MAPA DA CAÇA AO TESOURO



Era uma vez dois amigos...
...Que ficaram sabendo de uma caça ao tesouro em uma ilha desconhecida. Um deles conseguiu um mapa para sua jornada de procuras, o outro não. O amigo com o mapa logo que o recebeu saiu em disparada pela mata da ilha. O outro, sem mapa, ficou um tempo contemplando o que ele via em sua frente. Nas suas costas havia somente o mar, e para cada lado que olhava não conseguia ver o fim da ilha. Sentou-se amedrontado, e desejou com todas as suas forças um mapa para guiá-lo em sua jornada.
Isso não ocorreu então ele fincou firmemente seu pé no chão e começou a andar lentamente através das densas árvores da floresta tropical. Prestou muita atenção no trajeto, pois não sabia onde estavam os perigos e armadilhas pelo caminho (ah como ele queria um mapa). Olhou atentamente ao seu redor para não se perder e andar em círculos (ah como ele queria um mapa).
Dentro da ilha passou por diversos bichos exóticos e descobriu vilarejos onde teve que aprender a língua nativa de cada um para poder se comunicar. E assim por cada lugar que passava começava a ter uma idéia de onde estava indo.
Ele acabou envolvido em inúmeras aventuras, caiu por diversas vezes em armadilhas, andou em círculos e teve dificuldades com os nativos. A cada novo vilarejo encontrava novas pessoas que com um pouco de determinação/ trabalho/ cuidado conseguia se comunicar. Destes amigos que lhe ajudavam, alguns ficavam com o seu próprio vilarejo, pois não podiam acompanhá-lo; outros o seguiam pelo seu trajeto e estes às vezes ao segui-lo encontravam um motivo para ficar/ algo de interessante na próxima parada. E assim ele caminhou... Às vezes acompanhado e às vezes sozinho.
Mas por fim, depois de muito andar e explorar a ilha ele avistou ao longe algo inesperado, viu um intenso arco-íris florescendo entre as árvores e com uma grande cachoeira ao fundo. Embaixo da cachoeira, em meio às águas borbulhantes ele viu, enfim, o seu grande tesouro.
Ao lado da cachoeira ele notou seu amigo, aquele do mapa. E seu amigo estava sentado; disse que havia chego naquele local em poucos dias, enquanto o outro ficou andando durante meses pela ilha. Disse também que tentou chegar até o tesouro, mas que não conseguiu. Ele tinha algo de diferente que o amigo não conseguia abrir. O moço explorador da ilha observou durante um tempo aquela bela visão da cachoeira com o brilho ofuscante ao fundo e se lembrou que em um dos vilarejos que passou tinha visto uma caixa igual aquela e que ele havia aprendido a manejar. Com isso o amigo explorador conseguiu o tesouro.

Não consigo imaginar um texto que melhor combine com o nome do blog. Às vezes está escrito nas entrelinhas. Às vezes ficamos preocupados porque não temos mapas. O que MUITAS vezes não nos damos conta é de que com o mapa talvez não apreciaríamos a beleza das nossas ilhas, ops, vidas. Com o mapa com certeza não erraríamos o caminho, mas talvez não víssemos a beleza de alguns lugares que só chegamos com aqueles erros. E talvez não encontraríamos pessoas incríveis que nos dariam a chave para o nosso tesouro, mesmo que elas não possam nos acompanhar durante todo o trajeto.

sábado, 27 de junho de 2009

MINHA MANEIRA



De todos os adjetivos que já me deram o que eu mais tive dificuldade de entender foi o de corajosa. Uma vez me falaram que eu era corajosa, que não tinha medo de chutar o pau da barraca... Acho que essa pessoa não me conhecia tanto assim. Nunca me achei corajosa, nem tão pouco medrosa (que seria o antônimo, eu acho), não mesmo... Mas sempre me senti cautelosa.
Não sou do tipo de pessoa que toma atitudes no momento, ou que decide a vida em poucos minutos, prefiro pensar antes. E em alguns momentos prefiro contar até mil se precisar para não fazer nada que depois eu vá me arrepender.
Meu jeito de funcionar é esse mesmo... Demoro muito para chegar a uma conclusão, demoro muito a tomar uma decisão, pois prefiro seguir meu tempo, e elaborar meus pensamentos. Sou muito indecisa, então é claro meus pensamentos são bem voláteis, quero sempre ponderar, procuro ver os dois lados, ou quantos lados forem necessários.
Não sei se nisso eu sou mais emoção ou razão... Seria emoção, pois deixo sempre meus sentimentos terem a sua voz, e escuto-a com muita atenção. Mas poderia ser razão, pois ter esse raciocínio e paciência de esperar a emoção falar, poxa tem que ser muito racional.
Durante uma grande parte da minha vida me orgulhei em dizer que era uma pessoa racional, até fria em alguns momentos, olhava para as pessoas mais emocionais e falava que nunca me deixaria ser daquela maneira. O tempo passou, e levou muita pré-concepção minha, comecei a deixar esse lado “emocional” ser mais presente nos meus momentos, tive e tenho muita dificuldade com isso, pois como não conseguia aceitar esse meu lado, quando ele apareceu foi praticamente uma explosão.
Agora acho que os lados estão mais balanceados, equilibrados. Estou com essa idéia na cabeça, de que as coisas precisam ser equilibradas. Não adianta só buscar o lado que você acha que uma pessoa deveria ter e não conseguir ver o que ela realmente tem. Não adianta só brigar com o namorado porque ele não liga e não se conscientizar em tudo o que ele faz por você. Não adianta só querer a perfeição, o ideal, porque eles são inatingíveis, e você dessa forma será uma pessoa eternamente frustrada.
Mas voltando ao assunto da cautela e como ela foi confundida com a coragem. Quando você pensa, repensa, muda, faz e desfaz, você consegue elaborar mais os seus pensamentos. E assim quando toma uma decisão, você fica sem medo de olhar para trás, porque sabe muito bem que já fez o seu melhor. E aí não tem motivo para não ter uma atitude, para não chutar o “pau da barraca”.
Com o tempo fui percebendo que quando não conseguia ter esse discernimento, e agia totalmente de maneira impulsiva e sem pensar, depois surgiam os arrependimentos. E se tem uma coisa que me mata é ter arrependimento! De ficar me remoendo, de ficar pensando que podia ter feito melhor.
Nessa época em que as pessoas são tão acostumadas a agirem por impulsos, acho que ter cautela é realmente um ato de coragem.
Não consigo parar de escutar:
No Turning Back - Gui Boratto

They can say in those wonderful words. If you just don't understand. I can show you the way but I know that you'll never be there. All the time, all the shine on your eyes, I will never forget. All I know there is no time, there is no light. There is no turning back.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Estatuto do meu coração


1- Viva um dia de cada vez.
2- Jamais tenha qualquer tipo de preconceito.
3- Ninguém é totalmente mal ou bom. Por isso observe sempre, e dê uma nova chance.
4- Procure ouvir a musica que toca o seu coração e dance. De olhos fechados.
5- Sorria mais. Para você.
6- Seja sincero. Dói demais representar esses outros papéis que julgamos ser o certo.
7- Aceite e ouça todas as opiniões sem comparar ou discordar. Eu já sei que você e eu somos diferentes. Calma. Vai chegar a vez de eu aprender com você.
8- Não tenha medo de experimentar nada. Quem vai dizer o que é certo ou errado é o seu coração, e não a sua mente.
9- Sinta o vento. Ele é a maior expressão de liberdade que existe.
10- Diminua os "nãos" e aumente os sims" dentro de você. E não confunda com não saber dizer "não" aos outros.
11- Esqueça-se do orgulho. Volte atrás quantas vezes o seu coração achar necessário.
12- Você não precisa ser forte e resistente. Precisa amar e ser justo.
13- Relaxe todo o seu corpo e respire muito melhor. Só assim a luz adentrará.
14- Faça silêncio interno muitas vezes por dia.
15- Pare de desejar tanto e começe a agradecer mais.
16- AME. A todos. Viva para amar.

Com o coração alado, coragem em punho e amor...sempre.




Amigos esse textinho lindo eu não consigo lembrar onde encontrei, assim que descobrir coloco o autor!

Beijos.