segunda-feira, 8 de outubro de 2012

De dentro da Redoma


Como psicóloga aprendi que cada um tem uma forma única de ver, sentir e entender o mundo. No entanto, existe uma determinada maneira que me causa muita intriga. É a maneira que eu denominei de “redoma de vidro”.


A pessoa vive dentro de uma redoma, protegida pelo vidro de inúmeras ilusões e fantasias. E de dentro da redoma todo mundo é legal, tem bom caráter  boa índole... Fala sério! Esse nível de repressão me irrita. Principalmente, quando querem que eu passe a ver o mundo dessa mesma forma. Querida, isso não é realidade.
Sendo assim, não vou obrigar ou sair por aí pregando para que as pessoas vejam o mundo da minha maneira. Então, por favor, te peço encarecidamente não tente fazer isso comigo. Vamos respeitar as diferenças e voltar a boa convivência.
Sabe qual o maior problema da redoma do meu ponto de vista? Além de permitir uma visão restrita e nublada. É que ela não permite que o externo te toque, te modifique. Com certeza em determinados momentos ele poderá machucar. Mas, e o crescimento? E o desabrochar da flor para que ela não fique estática?
Para que algumas coisas aconteçam é preciso coragem para quebrar o vidro. Ou então a vida será sempre perfeita, porém nunca real.


Ps.:Antes do término deste texto, a redoma quebrou e a flor se libertou, voltou a ver o mundo.

domingo, 8 de abril de 2012

Sem mais

Ando descrente dos relacionamentos, parece que homens e mulheres desistiram de tentar se relacionar de uma maneira respeitosa. Parece ser algo quase antiquado. Tudo está tão acessível e tão fácil que procurar ter um relacionamento sério parece quase admitir que você tem uma doença! E contagiosa, perigosíssima.

Ultimamente  tenho a impressão de que todos estão dançando uma música que só eu não sei dançar. Sabe quando você começa a dançar uma música que já esta tocando e demora um tempo pra pegar o ritmo? Então, é exatamente esta a minha sensação no que se refere aos encontros amorosos de hoje em dia. Por encontro amoroso quero dizer tudo que não seja um relacionamento sério, ok?!

Não sei muito bem como essa maneira “moderna” entra no meu ritmo de vida. E quer saber? Nem quero este tipo de relacionamento superficial, de que em qualquer dificuldade é mais facil separar do que tentar encontrar uma solução juntos.

Pensa comigo neste cenário, um casal está junto há dois meses e já começaram a perceber os obstáculos ou os defeitos da pessoa. Aí pesou! Dividir a cama no primeiro dia tudo bem, mas imagina dividir que teve um dia complicado no trabalho? Pronto, já é demais. Vai falar que não parece familiar?

Afinal, a quantidade de pessoas disponíveis e razoavelmente atraentes, com papos interessantes de vidas que acabamos de conhecer (certamente floreadas com a intenção de impressionar), parece ser um caminho bem mais simples do que ter que lidar com o fato de que ele esta trabalhando muito e sem tempo pra você, ou que ela tem períodos de TPM terríveis, não é mesmo?

Com tudo isso tão livre, tão fácil, quem em sã consciência escolheria as amarras de um relacionamento verdadeiro?

Eu! E escolho fácil. Minha ideia de relacionamento é bem mais que isso.

Prefiro que só uma pessoa goste de mim por inteiro com todos os meus defeitos e qualidades, com todos os meus erros e acertos. Do que vários que gostem apenas de uma pequena porção (aquela que é agradável, claro!). Que gostem apenas daquela máscara (que não vou mentir é bem gostosa de colocar, principalmente de sábado à noite), mas que convenhamos não é verdadeira.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Temperando a Vida



Sempre acreditei em correr riscos, em tentativas. Mas principalmente acredito em descobertas. Sem medos e sem receios.

Claro, para tomar o caminho das descobertas, é preciso estar ciente que tropeços, erros e curvas erradas certamente aparecerão. No entanto, os erros são, de certa forma, o tempero dos acertos. Aquilo que dá o diferencial capaz de mostrar o “quão” especial um acerto é. O quanto ele significa. Quem se permite errar se permite muito mais que isso, abre as portas para novos desafios e adquire experiência. Enquanto mais da metade do mundo vive com medo de viver, existem pessoas que enfrentam ou pelo menos tentam. E se não deu? Hora de mudar a estratégia!

Por isso tiro meu chapéu para quem troca o curso da faculdade, pra quem depois de trocar resolve voltar para o curso de início. Para quem termina namoro de anos e também para quem é solteiro(a) convicto(a) e muda a opinião ao conhecer a pessoa certa. 

Pessoas que sabem que mudar de opinião não é mudar a sua essência, apenas significa admitir que outras pessoas, oportunidades, lugares e coisas irão sempre nos acrescentar, nos fazer evoluir . Sem pré-conceitos.  Literalmente  pessoas com mente aberta!

Pessoas como estas sabem do que eu estou falando, sabem o sabor do “tempero”. Normalmente estão cientes do poder das suas escolhas.

Caso você não saiba do que estou falando, sugiro a temperar mais sua vida!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um Bom Vinho


"As pessoas são como o vinho.  Se a base é boa, ficam mais preciosos com o tempo. Se a base não é, vira vinagre." G. Hannud

Engraçado como que este “tempo” é relativo.
Pois, algumas pessoas com o passar dos anos, vão realmente ficando mais preciosas e surpreendentes. Outras em questão de dias, ou até mesmo horas, conseguem provar que você está diante de jóia rara, tamanha a preciosidade.
O contrário também é verdadeiro, algumas pessoas depois de décadas de convivência, azedam e viram vinagre. Conseguem te decepcionar de forma que você nunca imaginou ser possível. E também tem aquelas que em questão de semanas provam que aquele merlot encorpado recém-adquirido não passa de um vinagre bem porcaria.

Resta a nós saber diferenciar o que conservar direitinho na adega para poder apreciar com o tempo e o que usar pra colocar a alface de molho para lavar. 

domingo, 16 de outubro de 2011

Sobre Expectativas

Muito têm-se falado sobre as expectativas na questão relacionamento. Quase sempre com o pensamento pronto de que: “melhor não colocar muita expectativa, porque a pessoa  pode não corresponder”.
Parece que criar expectativas sobre alguém de alguma forma se tornou nocivo para que a coisa ande. Não sei se concordo. Muitos relacionamentos acabam por conta das expectativas criadas – e não cumpridas - por ambas as partes. Aquela gata que não cobrava nada do cara, acaba mostrando uma personalidade fria (talvez por isso não cobrasse?). Aquele gato que era fofo, acaba mostrando uma personalidade extremamente carente (talvez por isso ele era fofo?).

O que quero dizer é até que ponto o que dizemos “expectativas” não são frutos do nosso olhar sobre aquela pessoa naquele momento?
Até que ponto o que temos por expectativa do comportamento de alguém se passa de ilusão criada pelo véu do nosso desejo?

O quanto somos capazes de moldar a pessoa X dentro do que queremos e só depois quando ultrapassamos o véu - e vemos a pessoa em si - dizemos que ela não correspondeu as expectativas.
Enfim, acredito que realmente tem gente que exagera na dose, mal conhece a pessoa e já pensa em como vai ser o casamento na fazenda ao anoitecer e no cachorro do casal que vai levar as alianças até o altar. Porém,  o oposto também não é bom. Se não tivermos expectativas quaisquer sobre a situação, como analisar se é uma situação que você quer estar envolvido ou não?
Me desculpa, mas vou na contra-mão. Quero que criem sim expectativas a meu respeito e já aviso de ante-mão que irei criar dos outros também.
Medo de se decepcionar não desce para mim.  
Até porquê acredito que ainda tem muita gente por aí capaz de superar até nossas mais altas expectativas. E convenhamos, quando isso acontece é tão bom!


Um dia atrás do outro


Terminar namoro não é fácil. Falar, elaborar, escrever, pensar sobre ele também não. Pelo menos para mim. Penso que o relacionamento deve ser sempre pra somar, deve ser principalmente algo natural, fluído, a vontade de estar junto deve prevalecer . Quando pesa muito, sempre tem algo errado (pelo menos pela minha percepção).
Quando acaba um relacionamento aparecem diversos vácuos no cotidiano. As mensagens aleatórias recebidas no meio da tarde e os beijos de boa noite, começam a fazer falta. Assim como, outras coisas do dia a dia que já não era perceptivel a intensidade dentro da rotina. Enfim, a retirada de uma pessoa querida e que fez parte de momentos importantes que aconteceram no tempo de convivência é bem dolorosa. Fica a pergunta, para onde foi tudo o que vivemos juntos? Foi para o coração e lá que ficará guardado, como uma boa recordação (ou não).
De uma forma, vira aprendizado. Será mais fácil reconhecer o que queremos e aceitamos no próximo, assim como também o que não queremos e nem de longe aceitamos. 
O jeito é ter paciência e reconstruir aos poucos a nossa vida novamente. Tudo com o tempo vai se ajeitando,  e os vácuos que de início pareciam enormes vão sendo preenchidos por colegas, família, novos amigos e porque não com outra pessoa? Ou até com várias outras pessoas? (Pra quem acha que tem que tirar o atraso. Não concordo, mas sei que tem gente que pensa assim).
Independente, sozinho, solitário. São adjetivos comuns nessa época. Aliás, autonomia vira a palavra do momento!
Mas penso que tudo tem sua hora e que término é difícil e dói pra caramba, mesmo quando temos certeza de que foi a melhor atitude a ser tomada. Muito me estranha, gente que termina e entra  numa euforia de querer sair em todas as baladas, pegar todas, beber todas, enfim é muito exagero, e quase sempre é proporcional ao quanto aquilo está difícil para a pessoa lidar. Nada em exagero é bom. Atitudes cheias de espetáculo acabam passando a impressão de que a pessoa é pequena perto da dor.
Acredito sempre que é melhor deixar doer, melhor tratar. Melhor fazer tudo nessa hora em baby steps, como se estivesse começando a andar novamente mesmo. Construir uma base sólida para se caminhar é melhor que sair correndo na corda bamba. A probabilidade de cair de cara no chão e se esburrachar é menor pelo menos. 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Disponibilidade encanta!

Nada mais encantador do que uma pessoa disponível.

Aquela que nos recebe com um sorriso sincero, mesmo quando mal nos conhece.

Aquela que trata você como um velho amigo, mesmo que a amizade de vocês seja fresca.

A pessoa que não coloca condições na relação, antes mesmo dela começar.

O tal do "isso não pode ainda", para ela não existe, tudo vai acontecer naturalmente.

Com uma pessoa disponível as relações não seguem regras, seguem o momento. Ela nunca será invadida, naturalmente você saberá o limite do seu espaço.

Pessoas disponíveis simplesmente deixam as coisas acontecerem.

Nada mais encantador.

A pessoa disponível é a que dá primeiro, sem garantias da troca. Isso exige segurança, auto estima em dia, amadurecimento emocional e principalmente generosidade.

Pessoas disponíveis podem e certamente serão usadas ou enganadas em algum momento, mas não perdem sua dignidade. Quem engana tem a ilusão de ganhar algo, mas perde a coisa mais importante e valiosa, perde a disponibilidade de quem enganou.

Hoje em dia todo mundo está ocupado. Isso é um fato.

A pressão no trabalho, o que os outros vão pensar, a cobrança da família, dos pais e dos filhos, a aparência e a forma impecáveis, estamos todos equilibrando muitos pratinhos rodando ao mesmo tempo, mas disponibilidade vai além, sempre sobra um tempinho para viver.

Na disponibilidade, sempre há espaço para o melhor acontecer. Independente das condições, a pessoa disponível se dá o direito de sentir, de trocar, conhecer, aprender, de se exercer e principalmente o direito de SER...disponível.

De Ronaldo Gasparini publicado no blog claroesimples.blogspot

Back on tracks

Olá pessoas que dão uma olhada nesse blog!

Sinto como se tivesse completado anos-luz que não escrevo aqui.

Ultimamente me falta tempo, assunto, criatividade... e disposição também  (claro, né? Sem mentiras aqui.)


Então resolvi que enquanto a disposição de colocar textos da minha autoria não aparece, que tal colocar outros textos? Os que eu acho que devem ser compartilhados? E aí, quem sabe a criatividade resolve me fazer uma visita e volto a escrever sempre novamente.
E pra começar um achado, um texto que fala da disponibilidade das pessoas de uma maneira original.

Beijos, até o próximo post.

Gi.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ser vilão ta na moda?


"Ninguém mais quer ser da turma dos mocinhos, por quê? O pessoal do bem anda precisando urgentemente de uma boa assessoria de Marketing."
Esse trecho da excelente autora Martha Medeiros me pegou desprevenida e me fez parar para pensar. Ela tem razão o "Bem" esta precisando mesmo de uma forcinha. Estranho como ser do "Mal" parece estar na moda agora. Não sei se as pessoas baseadas no ditado popular de que "bonzinhos só se ferram", estão indo para o outro extremo.
Até nas novelas e filmes os vilões estão mais lights. Antes eles eram completamente vilões, agora mostram-se como pessoas que oscilam entre os extremos, mas que na maioria das vezes opitam pelo lado da maldade para ter seus objetivos cumpridos. Concordo que assim eles ficam mais reais e não tão parecidos com uma madrastra de contos de fadas. Todas as pessoas tem o seu lado "bom" e o seu lado "mal". A agressividade, por exemplo, estará sempre em todos nós. As diferenças entre as pessoas são as escolhas feitas por qual lado direcionar a vida.
Devo confessar que no último filme do Batman me peguei torcendo pelo Coringa. E não pelo mesmo motivo da crítica do cinema sobre o bom trabalho do ator. Simplesmente porquê eu achei ele mais engraçado, mais leve que o, defensor do bem, Batman que passa o filme todo em crise existencial.
Em uma sociedade que mostra vilões cômicos, com dinheiro e felizes e mocinhos em eterna crise existencial, amargando em dúvidas. Não fica difícil entender a predileção pelos malvadinhos, não é?
Pessoal de Marketing do "Bem", arranca essa cara de sofrimento dos bonzinhos! Eles tem dúvidas, tem crises, porque eles pensam e pensar dói mesmo. Mas eles também amam, dão risadas, vão no bar com os amigos, ganham dinheiro, têm sucesso. Por que a vida dos bonzinhos não pode ser leve e feliz?
E volto a dizer, todo mundo tem os dois lados dentro de si, ninguém precisa ser santo, ok?

Sentir

Sinto vontade louca de gritar, espernear e dizer que está tudo errado. Sinto que estou apenas há um passo de uma grande virada. Sinto que devo voar, cantar e rir! Rir muito! Rir de mim, de você e de todos como nós que ainda insistem em sentir alguma coisa. Sinto o cheiro de sorvete de domingo, de almoço de final de semana. Sinto o seu cheiro. Sinto arrepios e sinto medo diante de algumas portas da vida. E sinto você ao meu lado me ajudando nas escolhas. Sinto amor quando olho nos olhos dos nossos filhos, dos olhos seus, nos olhos de descolnhecidos. É tudo amor, é tudo alma. Sinto vontade de abraçar estranhos na rua, só pra ver como é. Sinto mãos entrelaçadas, lágrimas compartilhadas, destinos cruzados e depois opostos. Sinto amor, paixão, simplicidade, leveza, primavera, beijo doce, mãos quentes. Sinto saudades de você.

Para todos aqueles que estarão sempre juntos, mesmo não estando sempre perto.